Encontro ao borde da Morte

Um Encontro Crucial Antes da Morte de Daniel Daniel, um homem de meia-idade com olhos cansados, mas ainda cheios de uma centelha de esperança, está sentado em um banco de praça ao entardecer. Ele parece perdido em seus pensamentos quando Lara, uma jovem de aparência doce, mas com um olhar que carrega histórias não contadas, se aproxima. Ela senta ao seu lado, hesitante, mas curiosa. Lara: (com voz suave) Desculpe incomodar... você parece... distante. Está tudo bem? Daniel: (olha para ela, surpreso) Tudo bem? (sorri amargamente) Não sei mais o que é "tudo bem". A vida tem sido uma série de golpes, e agora... agora sinto que estou à beira de algo que não consigo controlar. Lara: (abaixa os olhos) Eu... eu queria ajudar. Achei que poderia fazer algo por você. Mas agora, vendo seus olhos, sinto que você carrega algo muito pesado. Daniel: (suspira profundamente) Pesado? Isso é pouco. Estou sendo traído, abandonado e profanado, Lara. Por alguém que eu amo. Alguém que eu confiava cegamente. E agora... sinto que estou perdendo tudo. Minha vida, minha sanidade... minha alma. Lara: (seus olhos se enchem de lágrimas) Traído, abusado? Por alguém que ama? (ela respira fundo) Desculpe, quem sou eu para aconselhar, se minha vida é assim desde que nasci. Daniel: (olha para ela com compaixão) Não se desculpe. Você quis ajudar, e isso já significa muito. Mas... (suspira) minha história parece pequena diante da sua. Lara: (olha para o chão, hesitante) Eu... eu também tenho uma história. Ainda mais dramática que a sua, talvez, mas... (ela engole seco) o sofrimento rompeu nossas almas, Daniel. Se eu te contasse minha história, você saberia que não é o único. Nem o pior... Daniel: (aproxima-se dela, com um olhar mais suave) Conte-me. Talvez... Lara: (sorri tristemente) Se já estamos além do fim. (ela suspira) Mas talvez, só talvez, ainda haja algo que possamos fazer. Juntos. Daniel: (concorda com a cabeça) Juntos, então. Porque, no fim, talvez não seja sobre recomeçar, mas sobre encontrar paz no que ainda podemos salvar. Os dois ficam em silêncio por um momento, observando o pôr do sol. A conexão entre eles é palpável, como se, naquele instante, suas almas se reconhecessem. Lara coloca a mão sobre a de Daniel, num gesto de apoio silencioso. Lara: (em voz baixa) Você é mais forte do que pensa. Daniel: (pausa, pensativo) E se, juntos, nos suicidarmos? Vamos encontrar um jeito de morrer com alegria. Lara: (encara-o, com um olhar intenso) Morrer com alegria... Daniel: (olha para ela, com um misto de gratidão e tristeza) Vamos, sim. Gostei da ideia. Mas... como? Só quero deixar claro: eu nunca faria nada contra você. Não poderia imaginar te dar um tiro, te envenenar, te esfaquear... Lara: (sorri de leve, como se encontrasse lógica na loucura) Então vamos encontrar um jeito de morrermos juntos... tipo voar. Voar até estraçalharmos no chão. Daniel: (olha para o horizonte, contemplativo) Gostei. Voar, voar... Vai ver que, no último instante, voamos de verdade. Acontece o milagre. Os dois ficam em silêncio por um momento, como se a ideia de "voar" tivesse despertado algo profundo neles. O sol desaparece no horizonte, tingindo o céu de tons alaranjados e roxos. A cidade segue seu ritmo, indiferente ao pacto selado. A cena termina, deixando no ar um momento de calmaria antes da tempestade que está por vir.


DO BANCO PARA O TOPO DO EDIFÍCIO

Daniel e Lara estão no terraço de um grande hotel, à noite. A cidade brilha abaixo deles, mas o clima é pesado. O vento suave balança os cabelos de Lara, e Daniel a observa, como se a visse pela primeira vez.


Lara: (olhando para o vazio, com voz trêmula) Então... é isso. Saltamos juntos, e tudo acaba. Nenhum sofrimento, nenhuma traição, nenhuma dor. (ela sobe no murinho de onde poderia se lançar) Vem, me dá tua mão. Vamos voar juntos.

Daniel: (olha para ela, hesitante) Sim... saltamos. Mas... (pausa) você não acha estranho que, justo agora, eu esteja sentindo algo que não sentia há anos?

Lara: (vira o rosto para ele, intrigada) O quê?

Daniel: (sorri levemente) Algo como... vontade de você. Ou pelo menos de adiar o salto.

Lara: (ri, mas há lágrimas em seus olhos) Que ironia, não? Viemos aqui para morrer, e agora... agora, assim como você, estou sentindo algo que não sentia há muito tempo.

Daniel: (aproxima-se dela) E o que é isso?

Lara: (olha nos olhos dele, séria) Tesão. (ela ri, meio sem graça, e perde o equilíbrio, quase caindo do muro. Daniel a segura rapidamente)

Daniel: (segurando-a firmemente) Cuidado! Que bom que você não caiu. (estão abraçados, mas se soltam após um momento)

Lara: (ainda um pouco assustada, mas sorrindo) Já morremos, acabou nosso passado. Resta você e eu, Daniel. (dá risadas) Agora o que quero é pular em você.

Daniel: (sorri, com um brilho nos olhos) Pode pular, vou adorar. Vem. (ela vai até ele e o agarra com ardor)

Lara: (assente, hesitante) Sim, que delícia você é. Será que já morremos?

Daniel: (ri, mas há emoção em sua voz) Que loucura, não? Acabamos com tudo, e agora... estamos apaixonados...

Lara: (encosta a cabeça no ombro dele) Isso, deixamos para trás quem éramos. E agora... agora podemos começar de novo. Juntos.

Lara: (sorri, com lágrimas escorrendo) Juntos.

Eles se beijam, num momento de paixão e desespero, como se o mundo ao redor não existisse. O vento sopra forte, mas eles não se importam. A cidade continua brilhando abaixo deles, mas agora, em vez de um abismo, ela parece um mar de possibilidades.


[A NOITE CAIU]

A noite caiu. O céu agora é um mar de sombras entrecortado por poucas estrelas. O banco onde estavam sentados antes está vazio. A cidade brilha ao fundo, indiferente. O som dos carros e da vida urbana segue seu curso, alheio ao que se passa dentro deles. A próxima cena se abre com o vento cortante no topo de um edifício alto. Lara e Daniel estão ali, de pé, olhando para a cidade abaixo.


Lara: (abraçando o próprio corpo, sentindo o vento frio) Engraçado... Daqui de cima, tudo parece tão pequeno. As ruas, as luzes, as pessoas correndo sem parar... Como se nada daquilo realmente importasse.

Daniel: (com um meio sorriso amargo) Como se fôssemos apenas espectros, assistindo de longe a um mundo que já não nos pertence.

Lara: (olha para ele, hesitante) Você sente medo?

Daniel: (desvia o olhar para o horizonte) Não sei. Talvez. Mas acho que o medo já não tem mais tanto peso quando a dor se torna maior que ele.

Lara: (se aproxima um pouco) Eu costumava pensar assim. Mas agora... aqui, nesse momento, algo me diz que ainda não terminou.

Daniel: (vira-se para ela, intrigado) O que você quer dizer?

Lara: (respira fundo, lutando contra um nó na garganta) Que talvez haja algo além de tudo o que sabemos. Que talvez ainda exista algo em nós que valha a pena salvar...

O vento sopra forte, mexendo nos cabelos deles. O silêncio se estende por um instante. Os olhos de Lara brilham com um misto de angústia e esperança. Daniel fecha os olhos por um momento, como se absorvesse aquelas palavras. Quando os abre, algo neles mudou — uma dúvida, uma hesitação, algo que antes não estava ali.

Daniel: (voz rouca) E se for tarde demais?

Lara: (segura a mão dele com firmeza) Nunca é tarde enquanto ainda podemos escolher.

Os dois permanecem ali, lado a lado, encarando o abismo. A cidade pulsa abaixo deles, indiferente ao dilema que se desenrola. O tempo parece suspenso, prestes a se partir em duas direções — um fim definitivo ou um novo começo.


Lara: (olhando para o vazio, com voz trêmula) Então... é isso. Vamos namorar, namorar e nunca mais parar.

Daniel: (olha para ela, hesitante) Sim... namorar. Mas... (pausa)

Lara: (vira o rosto para ele, intrigada) O quê?

Daniel: (sorri levemente) Algo como... vontade de...

Lara: (ri, mas há lágrimas em seus olhos) De ficarmos por toda a vida juntos...

Daniel: (aproxima-se dela) Eu topo... Somos loucos... Te olhando, sinto que não existe nada além de você... que são teus olhos, tua boca, o único que faz sentido.

Lara: (olha nos olhos dele, séria) Tesão. (ela ri, meio sem graça) Você me pertence, Daniel. Já que queríamos morrer juntos, agora sinto que você é meu. E eu... sou tua.

Daniel: (sorri, com um brilho nos olhos) Somos uns românticos...

Lara: (assente, hesitante) Sim, somos...

Daniel: (ri, mas há emoção em sua voz) Somos loucos.

Lara: Loucos por amor e sexo...

Daniel: (abraça ela, olhando para o horizonte) Você tem razão. Que bom te encontrar na morte e ressuscitar junto, minha Fênix.

Lara: (sorri, com lágrimas escorrendo) Juntos.

Eles se beijam, num momento de paixão e desespero, como se o mundo ao redor não existisse. O vento sopra forte, mas eles não se importam. A cidade continua brilhando abaixo deles, mas agora, em vez de um abismo, ela parece um mar de possibilidades.


Fim da cena.

Essa cena transforma o destino de Daniel e Lara, mostrando que, mesmo no fundo do poço, o amor e a conexão humana podem surgir de forma inesperada, oferecendo uma nova chance de recomeçar.

te amo

Hector Othon

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