Amantes libertos se falam na telepatia

🎭 CENA ÚNICA — Dois amantes em telepatia

(O palco está vazio, apenas duas cadeiras em lados opostos, com um espaço amplo e invisível entre eles. Cada um em sua casa, mas unidos pelo fio da alma. Uma luz suave os envolve. Não se olham: apenas falam para dentro, e o público escuta o diálogo invisível.)


Ele (em pensamento, em voz baixa, mas clara):
🌹 Tenho gratidão eterna por ela.
Amada bela, perfeita na tua entrega.
Sinto tua presença como brisa suave…
não preciso te encontrar, pois tua lembrança me acaricia.
Obrigado pelo que fomos, pelo que doamos.
Hoje, pleno e curado por teu amor, estou tranquilo.
Aquilo que me rodeia me ama como você me amou.
Teu amor transpassou tudo — tudo virou amor.
Tomara que também estejas plena,
acariciada pelo que hoje te acompanha.


Ela (em ressonância interior, como se a música viesse de dentro dela):
Te escuto dentro, como melodia serena.
Que bom é sentir-me realizada,
sabendo que colaborei com tua felicidade e bem-estar.
Hoje estou livre, sem culpas, sem dívidas.
Que bom ter-te saciado,
ter curado tua sede de amor,
e agora ver-te em paz.
O que vivemos floresce em mim como jardim eterno.
Não desejo mais que isso: sorrir
ao sentir que um dia fomos sol e lua,
Vênus e Marte, Mercúrio feliz
na vida um do outro.


Ele:
Sim… não há falta, só plenitude.
A beleza do passado me nutre e me basta.
Distantes no corpo, unidos no coração,
seguimos radiando o que já é imortal em nós.


Ela:
Em silêncio, agradeço.
Teu cuidado me envolve, teu amor me respeita.
Somos livres, mas unidos na memória luminosa da gratidão.
Hoje, mais que amantes, companheiros de alma.
Onde o amor é mais que humano: é divino.
E quando humano… que belo ver
nossas ilusões, equívocos, egoísmos, tragédias,
tudo se revelando como parte do aprendizado.


Ele (erguendo os olhos, emocionado):
É terrível e belo.
Já me recriminei, me julguei…
Mas teu amor me ensinou compaixão.
Foi belo ver cada um reconhecer sua própria loucura
e também a do outro;
respeitá-las, e pouco a pouco libertá-las.
Ainda assim sempre sinto muito…
Me perdoa. Te amo.


Ela (com um leve sorriso):
Eu igual… difícil acreditar em minhas faltas,
em meus egoísmos, em minha ignorância.
E ainda assim, sempre amei e me entreguei inteira.
Te amei sem fim, fui mulher contigo.
Fui feliz — até em minhas sombras, fui feliz.
E agradeço.


(Pausa longa. O silêncio é terno.)


Ele (com serenidade):
Hoje olho para ti com um sorriso tranquilo.
Não mais de desejo, mas de bênção.
Te abraço no silêncio e te solto no vento,
para que sigas plena no teu caminho.


Ela (fechando os olhos, em prece):
E eu te abraço no invisível,
como oração.
Que tua vida floresça,
que teu coração seja leve,
que teu olhar encontre sempre a beleza.


Ele:
Nosso encontro não termina,
apenas mudou de forma.
Agora somos dois rios que já se encontraram,
e seguem paralelos, cada qual em seu curso,
mas alimentando o mesmo mar.


Ela:
Sim, somos dois rios,
e o mar nos recebe sem pressa.
Eu te sinto no meu respirar,
não para prender, mas para inspirar.
Somos presença um do outro no invisível.


Ele (sorri, olhando para o vazio cheio de sentido):
Que lindo saber que a vida segue,
que o amor se transforma e permanece.
Hoje sorrio, feliz e presente na minha realidade,
como sei que estás na tua.
Esse sorriso discreto é o sinal
de que nosso amor se fez luz.


Ela (também sorrindo, em sua cadeira):
E eu sorrio também.
No meu agora há plenitude, gratidão e liberdade.
O que fomos nos sustenta,
o que somos nos expande.
Celebro contigo — mesmo de longe —
a beleza de termos sido,
e de ainda sermos, luz um na vida do outro.


Ele (em sussurro final):
Te amo 🌹

Ela (em eco suave):
Te amo 🌹

(As luzes diminuem. Apenas o sorriso dos dois permanece visível. A cena se dissolve em silêncio luminoso.)


🌿 Assim, a cena teatral se fecha em milagre cotidiano, deixando os dois felizes em sua própria realidade, unidos pelo invisível.





O diálogo acontece na telepatia, cada um em sua casa.

Ele (em pensamento):
🌹 Tenho gratidão eterna por ela.
Amada bela, perfeita na tua entrega.
Sinto tua presença como brisa suave… não preciso te encontrar, pois tua lembrança me acaricia.
Obrigado pelo que fomos, pelo que doamos.
Hoje, já pleno e curado por teu amor, estou tranquilo, em paz, e aquilo que me rodeia me ama como você me amou…
Teu amor transpassou tudo, tudo virou amor.
Tomara que você também esteja plena,
e que aquilo que te acompanha te acaricie.

Ela (em ressonância interior):
Te escuto dentro, como música serena.
Que bom é sentir-me realizada e saber que colaborei com a felicidade, o bem-estar e a satisfação plena do meu amado;
e que hoje estou livre de culpas ou dívidas imaginárias.
Que bom que te saciei, que curei a tua sede de amor e que estás em paz…
O que vivemos floresce em mim como jardim eterno.
Não desejo mais do que isso: sorrir ao sentir
que um dia fomos sol e lua,
Vênus e Marte,
e até Mercúrio feliz na vida um do outro.

Ele:
Sim… não há falta, só plenitude.
A beleza do passado me nutre e me basta.
Distantes no corpo, no coração seguimos unidos,
irradiando o que já é imortal em nós.

Ela:
Em silêncio, agradeço.
Teu cuidado me envolve, teu amor me respeita.
Somos livres, mas unidos pela memória luminosa da gratidão.
Hoje, mais que amantes, companheiros de alma
— onde o amor é mais que humano: é divino.
E quando humano, que belo hoje contemplar nossas ilusões, emaranhamentos, equívocos, egoísmos, tramas, tragédias, faltas, acusações…

Ele:
É terrível e belo. Já me recriminei muito, me acusei, me julguei…
Mas teu amor me ajudou a ter compaixão por mim, a me entender, aceitar.
Tinha muito a aprender…
Foi belo isso de cada um reconhecer a própria loucura e a do outro;
respeitá-las e, pouco a pouco, com maestria, deixá-las, curá-las, libertá-las.
Ainda assim sempre sinto muito… me perdoa. Te amo.

Ela:
Eu igual… me é difícil acreditar nas minhas faltas, egoísmos, emaranhamentos, ignorâncias.
Mas ainda assim, sempre amei e me entreguei inteira.
Te amei sem fim, me senti mulher.
Fui feliz — mesmo em minhas sombras, fui feliz — e agradeço.

Ele:
Hoje olho para ti com um sorriso tranquilo,
não mais de desejo, mas de bênção.
Te abraço no silêncio e te solto no vento,
para que sigas plena no teu caminho.

Ela:
E eu te abraço no invisível,
como se fosse uma prece.
Que tua vida floresça,
que teu coração seja leve,
que teu olhar encontre sempre a beleza.

Ele:
Nosso encontro não termina,
apenas mudou de forma.
Agora somos dois rios que já se encontraram
e seguem paralelos, cada qual em seu curso,
mas alimentando o mesmo mar.

Ela:
Sim, somos dois rios,
e o mar nos recebe sem pressa.
Eu te sinto no meu respirar,
não para me prender, mas para me inspirar.
Somos presença um do outro no invisível.

Ele:
Que lindo é saber que a vida segue,
que o amor se transforma e permanece.
Hoje sorrio, estou feliz e presente na minha realidade,
como sei que estás na tua.
E esse sorriso discreto
é o sinal de que nosso amor se fez luz.

Ela:
E eu sorrio também.
No meu agora há plenitude, gratidão e liberdade.
O que fomos nos sustenta,
o que somos nos expande.
Hoje celebro contigo — mesmo de longe —
a beleza de termos sido
e de ainda sermos, luz um na vida do outro.

Ele:
Te amo 🌹

Ela:
Te amo 🌹

🌿 O final os deixa sorrindo e presentes, cada um em sua realidade. Sem perda, apenas vida em milagres.

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